Costura Antiga

O vestido verde-água do meu amor
Perdida a cor, tecido em mágoa
Num corte sentido, entalhado na saudade
Alinhavado num tempo de vontade sem rinhas
De muita festa e toda linha
Costurado quando havia ponto de esquina
Quando o mundo rodava num carretel de alegria
Quando não se precisava de dedal
Pois a claridade era de tal fagulha
Que da agulha sempre se sabia!

Carlos Lúcio Gontijo

Poema extraído livro CIO DE VENTO – 1987
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