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Recriar a musicalidade da nossa infância, que num piscar de olhos nos parece tão longínquo, na era dos jogos de computador e tempo demasiadamente tomado pela internet por nossas crianças, foi a tônica que a Professora, Advogada e Escritora, Nena de Castro, encontrou para resgatar, através dos trava-línguas, a magia de se brincar com as palavras e com os sons produzidos pelas frases, sem que percamos o ritmo por ela proposto. Assim, como a Fada das Letras, nós pequenos e adultos, nos encantamos com o que Mariana Catibiribana tem a dizer. E o sucesso está aí, comprovado no brilho dos olhos e nas brincadeiras diante do mundo mágico da leitura, que ainda nos envolve, através de um livro elaborado com extremo carinho para o público infantil, e editado pelo Clesi em outubro 2007, através da Série Giro-Lê. Portanto, com vocês as palavras da autora para a leitora/entrevistadora mirim, Mariely Siqueira.
Mariely - Nena, em que você se inspirou para criar a Mariana Catibiribana?
Nena - Eu responderia, em quem me inspirei: foi em uma garotinha magra, de cabelos parecidos com a Mariana, que por acaso, sou eu, quando pequena.
Mariely - Quando você era pequena, gostava de rimar como a Mariana?
Nena - Gostava muito! Aprendi essa brincadeira com outras crianças, fazia parte do folclore de um dos lugares onde morei. Quando estávamos em grupo, a brincadeira consistia em atender a um desafio, alguém escolhia uma palavra e a gente tinha que rimar rapidamente. Se errasse, pagava prenda. Mas, eu gostava também de brincar sozinha e enquanto ia a algum lugar, olhava para as coisas, rimava e rimava...
Mariely - Qual é a parte do livro que você mais gostou?
Nena - Aquela que diz que “as palavras brincam com outras palavras...”
Mariely - Seus filhos estão grandes. Por que você resolveu escrever para crianças?
Nena - Porque todos nós, no fundo, somos crianças. Ai do adulto que perde a magia, o brilho nos olhos, a sensação da descoberta... E porque as crianças são a razão da beleza da vida, são elas que nos ensinam o encantamento, e não o contrário.
Mariely - Na sua opinião qual a mensagem mais importante que a Mariana quis passar para nós, crianças?
Nena - Na sua negritude e felicidade, Mariana ensina que toda criança tem o direito de ser feliz, independente de cor, raça ou credo. E que racismo é uma completa idiotice. Todo mundo devia ser alegre como Mariana, lutar para descobrir a FADA de sua vida e aprender com ela. |
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Mariely - Você acredita mesmo em Fadas?
Nena - Claro que acredito. Nesse momento, estou falando com uma delas! Fadinha Mariely, obrigada por me entrevistar.
Mariely - Por nada. Só mais uma pergunta: fiquei olhando sua expressão no dia do lançamento de Mariana Catibiribana: que cara de felicidade! O que você tem a dizer sobre o lançamento?
Nena - Interessante você tocar nesse assunto. Uma moça chamada Rogéria, me enviou um e-mail, que guardei, dizendo que nunca viu uma pessoa tão feliz em um lançamento, ela também captou o meu “estado de graça”. Eu lhe respondi que a presença de minha mãe, lúcida aos 88 anos e meus irmãos, assistindo a tudo que aconteceu, a beleza do livro, o estande do Clesi tão bem organizado e aquele batalhão de amigos me prestigiando - comecei a autografar ás 19 horas e parei ás15 prás 22h! – tudo isso me deixou nas nuvens! Mariana foi e será, sempre, o lançamento inesquecível, um marco na minha vida.
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